APRENDER UMA SEGUNDA LÍNGUA: IDADE IDEAL? (2020)

Introdução

O tópico é alvo de grande discussão e não existe um consenso entre os investigadores e os estudiosos. Há, no entanto, um estudo recente do MIT que aponta para uma idade específica, uma janela de oportunidade que você deve conhecer. Ultrapassada a referida janela de oportunidade, o MIT indica que atingir a fluência (como um nativo) é praticamente impossível.

Crianças, adolescentes e adultos

Alguns estudos têm demonstrado que adolescentes e adultos são melhores na aprendizagem de um novo idioma do que as crianças (exceptuando na área da pronúncia). A explicação está provavelmente relacionada com o facto destes (adultos e adolescentes), terem já um bom conhecimento sobre o seu primeiro idioma.

Esse conhecimento dos conceitos transversais e gramaticais das línguas (o que é um verbo regular? E um adjectivo? E um advérbio?) é usado no processo de aprendizagem do segundo idioma.

Alguns especialistas em aquisição de idiomas afirmam que, quanto mais cedo uma criança começar a aprender um segundo idioma, melhor! Com efeito, parece fazer sentido que quanto mais cedo começar este processo, mais tempo haverá para aprender e maior será o progresso (em comparação com alguém que começou posteriormente).

No entanto, também há evidências e estudos que defendem que a aprendizagem de um segundo idioma pode prejudicar a aquisição e consolidação da língua mãe (caso a língua materna ainda não esteja consolidada). São várias as vozes que falam das desvantagens desta possibilidade, na medida em que esta situação pode dificultar a proficiência total em ambas as línguas.

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Janela de oportunidade

Então, qual é a melhor idade para uma pessoa começar a aprender uma língua estrangeira? A resposta, de acordo com os dados mais recentes do MIT, é a idade da pré-adolescência, entre os 10 e os 11 anos. E quanto mais motivada a criança estiver para aprender o novo idioma, mais bem-sucedida será!

Apesar da janela de oportunidade se situar nos 10 / 11 anos, os adolescentes continuam a ter uma boa competência para aprender línguas até aos 18 anos. Esta competência começa a perder-se progressiva e lentamente a partir da referida idade.  

Ainda de acordo com o estudo recente do MIT, não existem diferenças significativas entre pessoas que começaram este processo a partir do nascimento ou na já referida janela de oportunidade, sendo claro um declínio após este período etário.

Estudo controverso

Apesar do prestígio universalmente consagrado ao MIT, este estudo tem sido bastante contestado. Defender que só é possível atingir a fluência equivalente à de um nativo, quando o processo de aprendizagem da segunda língua acontece entre os 10 e os 11 anos, é no mínimo, bastante discutível.

Alguns investigadores indicam a existência de casos (raros) documentados que indicam exactamente o contrário.

De acordo com a professora Marilyn Vihman (universidade de York), são vários os casos de pessoas com mais de 20 anos que aprenderam idiomas e que atingiram uma fluência absoluta (a ponto de se terem tornado espiões). Esta investigadora não acredita existir uma idade crítica e um declínio após a mesma.

Uma outra investigadora chamada Danijela Trenkic, também da mesma universidade, salienta o facto do estudo realizado pelo MIT ter focado apenas a componente gramatical. No entanto, todos conhecemos casos de pessoas que comunicam eficazmente noutra língua apesar de, pontualmente, utilizarem incorrectamente a gramática.

Insistir e persistir

Não são claras as razões por que acontece um declínio nas competências linguísticas após os 18 anos. Alguns defendem que esta perda se deve à menor adaptação que o cérebro revela durante o processo de envelhecimento e que começa a acontecer aquando da chegada da idade adulta.

No entanto, estas revelações do MIT não devem fazer perder o entusiasmo e o ânimo aos adultos que só agora decidiram aprender uma segunda língua. A verdade é que, independentemente da idade, os adultos também são perfeitamente capazes de aprender um idioma e de atingir um bom nível de fluência.

E nunca é demais relembrar os inúmeros benefícios fisiológicos que esta estimulação provoca ao cérebro. Quando aprendemos um novo idioma estamos mais protegidos perante possíveis doenças de degeneração cerebral (como a demência).  

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